filhotes passam correndo pelos nossos pés
desejando uma sombra
descanse no ar
fazendo círculos tortos na grama
nada me expressa melhor do as direções que eu não tomo
arremeter
por todo peso que me tráz a tona
pelos fantasmas soltos vadios
engrenagens seguem
tocando sirenes enferrujadas
mas seguem
num equilíbrio estonteantemente limpo
é amanhã
Domingo, Setembro 27, 2009
Terça-feira, Julho 28, 2009
rota
de onde vem a reta?
o que te empurra pra frente?
meio em pé eu consigo enxergar antes de cair
a gota pendente focada no sua pequena vida meteórica
vacilando, crescendo , se lançando
a melhor de todas as gotas...
outro relance de espera em olhos cansados
quero ir pra casa, que nem ela
mergulhando surdamente no pinga-pinga cotidiano
pra chegar no final da reta
e passear na casa do coração
e descansar
em olhos cansados,
mas abertos
de onde vem a reta?
o que te empurra pra frente?
meio em pé eu consigo enxergar antes de cair
a gota pendente focada no sua pequena vida meteórica
vacilando, crescendo , se lançando
a melhor de todas as gotas...
outro relance de espera em olhos cansados
quero ir pra casa, que nem ela
mergulhando surdamente no pinga-pinga cotidiano
pra chegar no final da reta
e passear na casa do coração
e descansar
em olhos cansados,
mas abertos
Segunda-feira, Abril 13, 2009
cem concertos sem consertos
vida corre, sopro mútuo
sustentação da cabeça no ar fora d'água
fui meio velho algo novo hoje
minha figura estampada na cera seca da sacada
muitos meios de se rodar
fito juízo doido que não descansa de dar palpites
a gente segue pra um seguimento universal de euforia passageira
tamborilando uma mão, na fila calada
ninguém quer fugir a meia moeda do troco
troco esse que sempre faltam 10 centavos pra se completar em meia entrada inteira
queria ver onde que vão 25 manhãs todos os dias quando eu ainda to meio acordado
cadê o caminho de amanhã? me diz onde eu deixei ele...
pra escalar a muralha da guerra e enxergar o outro lado
proteção singela pras crianças que molham castelos na tarde calorenta
um brilho que vive em todo mundo, mas a água que o cobre às vezes fica meio suja
outras nem parece mais água
pois bem...
cada um limpe e filtre sua piscina pra continuar vendo o céu
não defendo muita coisa, só o que não precisa de certeza
mesa arrumada que nem cama de manhã
outra manhã. mais uma nesse monte de calendários vagantes mudos e sorrateiros
bagunceiros por sinal. dá até pra se perder neles.
vão ficando pra trás, e quando a gente se espanta já tão correndo lá na frente. quase sumindo na linha que não se alcança.
se alcançar. o que pode ser realmente difícil.
mas dificuldades são quebra-cabeças. grandes mas desmontáveis. e remontáveis. depende do humor da gente.
quero meia sem furo porque já tava ficando sem elas.
mantenha o ritmo e assobie a lua feliz. aquela que chega cedo pra não deixar o sol sozinho no leito de morte diária.
mergulho de cabeça, sem cabeça, na beira do assoalho. e vago no chão liso. um sapo impulsionado pelo frio no peito.
que bom poder ser esse sapo! vicky aliviando e lembrando madrugadas febris, de corbetores e ventiladores desligados.
a segurança do calor sempre acalma. a calma. calmaria. maria sentada na beira da calçada. descalça. com um galho. desenhando uma árvore.
e a árvore desenhada bebe água do chão sujo. do pé da maria descalçada.
vida corre, sopro mútuo
sustentação da cabeça no ar fora d'água
fui meio velho algo novo hoje
minha figura estampada na cera seca da sacada
muitos meios de se rodar
fito juízo doido que não descansa de dar palpites
a gente segue pra um seguimento universal de euforia passageira
tamborilando uma mão, na fila calada
ninguém quer fugir a meia moeda do troco
troco esse que sempre faltam 10 centavos pra se completar em meia entrada inteira
queria ver onde que vão 25 manhãs todos os dias quando eu ainda to meio acordado
cadê o caminho de amanhã? me diz onde eu deixei ele...
pra escalar a muralha da guerra e enxergar o outro lado
proteção singela pras crianças que molham castelos na tarde calorenta
um brilho que vive em todo mundo, mas a água que o cobre às vezes fica meio suja
outras nem parece mais água
pois bem...
cada um limpe e filtre sua piscina pra continuar vendo o céu
não defendo muita coisa, só o que não precisa de certeza
mesa arrumada que nem cama de manhã
outra manhã. mais uma nesse monte de calendários vagantes mudos e sorrateiros
bagunceiros por sinal. dá até pra se perder neles.
vão ficando pra trás, e quando a gente se espanta já tão correndo lá na frente. quase sumindo na linha que não se alcança.
se alcançar. o que pode ser realmente difícil.
mas dificuldades são quebra-cabeças. grandes mas desmontáveis. e remontáveis. depende do humor da gente.
quero meia sem furo porque já tava ficando sem elas.
mantenha o ritmo e assobie a lua feliz. aquela que chega cedo pra não deixar o sol sozinho no leito de morte diária.
mergulho de cabeça, sem cabeça, na beira do assoalho. e vago no chão liso. um sapo impulsionado pelo frio no peito.
que bom poder ser esse sapo! vicky aliviando e lembrando madrugadas febris, de corbetores e ventiladores desligados.
a segurança do calor sempre acalma. a calma. calmaria. maria sentada na beira da calçada. descalça. com um galho. desenhando uma árvore.
e a árvore desenhada bebe água do chão sujo. do pé da maria descalçada.
Quinta-feira, Junho 12, 2008
cimento
faço bem feito minha estrutura
que é pra te segurar nos tropeços
inversos perfeitos
revertendo a chuva
endireitando curvas
manufaturando ornamentos
rebobinando os momentos
dever santo e natural
boa noite, bom mingal!
faço bem feito minha estrutura
que é pra te segurar nos tropeços
inversos perfeitos
revertendo a chuva
endireitando curvas
manufaturando ornamentos
rebobinando os momentos
dever santo e natural
boa noite, bom mingal!
Quarta-feira, Junho 11, 2008
consolo
não quero refletir
não quero refletir
a loja me aceita noite a dentro.
volta e meia, pé sem sola limpa mesmo, que é pra tentar entupir de grãos a sala.
povoando sem semente.
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do outro lado do vento
do outro lado do vento
magros, feito sonhos em propagandas de anteontem, não mais vejo eles por aqui.
foram vencer maratonas, escalar montanhas pro almoço.
nem poço, nem geladeira.
tudo na beira de um vácuo momentâneo.
seria farto se fosse.. e olha que o mundo gordo saiu daqui!!!
pra buscar pra um passeio relutante. desfrutantemente nauseante.
um tanque onde só as memórias boas te deixam vivo pra contar azar pros sortudos azarentos.
fortes ventos te tragam da outra margem! ou não... chão úmido que nem o lá de casa. casa. boa vida aquela.
nada como dormir sentado pra me fazer enxergar e lembrar do calor lá de casa...
Quarta-feira, Abril 11, 2007
( da série títulos deslocados)
o que faz um canto ser mais real que outro?
a bondade na xícara de chá branco
a bondade no ar que circunda as velas de domingo
que se espalha no chão sujo do ônibus
à procura do balão de gás atordoado
que levou os olhos da criança pros meus
resvalando um respingo da bondade inicial
eu nunca me senti tão bem
o que faz um canto ser mais real que outro?
a bondade na xícara de chá branco
a bondade no ar que circunda as velas de domingo
que se espalha no chão sujo do ônibus
à procura do balão de gás atordoado
que levou os olhos da criança pros meus
resvalando um respingo da bondade inicial
eu nunca me senti tão bem
Segunda-feira, Janeiro 15, 2007
planos na montanha russa, um lugar solto e de confiança pra marcar planos. a vista corre o mundo, como se pudesse tocar o futuro, numa velocidade só. a rarefação da realidade sugere explosões em quarenta e duas vidas. as subidas verticalizantes corrompem qualquer incerteza. e a mesa posta todos os fins de semana é posta nos gritos das descidas. e a triunfante felicidade eterna ecoa na hora que o passeio acaba. agora vamos pro tapete mágico.
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